
A cidade de Valparaíso de Goiás (GO) possui atualmente três hospitais públicos à disposição da população por 24 horas por dia, sendo um fechado para reforma, estimada em mais de 200 mil pessoas atualmente, segundo dados mais atuais do IBGE. São eles: o Hospital Municipal de Valparaíso (HMV), localizado no bairro Jardim Céu Azul, considerado o mais importante da cidade, o Centro de Atendimento Integrado à Saúde - CAIS II, no Valparaizo II, e a UPA do Parque Marajó.
Mas, pelo menos uma dessas unidades, estavam sem funcionar há pelo menos 4 anos, por conta de obras. O primeiro interditado ao público foi a UPA do bairro Parque Marajó, em meados de 2023, após determinação da Vigilância Sanitária de Goiás ter apontado irregularidades no espaço. A unidade passou por uma reforma completa para readequação, com a prefeitura divulgando obras de melhoria e modernização ao longo de 2024 e reinaugurado em julho de 2025. Já o CAIS II, está fechado desde setembro de 2025 também para uma restauração geral, anunciada pela prefeitura de Valparaíso de Goiás.
Em uma pesquisa realizada pelo JORNAL A ENTREVISTA, baseada em informações disponíveis na internet, os hospitais públicos têm uma média de 3,2 pontos de avaliação da população, em uma máxima de 5, consideradas baixas. A pior aprovação do público é o CAIS II, com uma nota recebida de 3,0 até seu fechamento, com mais de 200 avaliações, entre positivas e negativas. Entre as principais reclamações estão as más condições estruturais do hospital, mau atendimento, falta de agilidade e solução em alguns casos, caracterizados por descaso, lentidão, falta de preparo ou grosseria, segundo as denúncias dos pacientes. Para tentar resolver esses problemas, o local passará por uma reforma completa, porém até o momento dessa reportagem, os entulhos continuam no espaço, sem indícios de obras por parte da prefeitura.
O HMV recebe até agora uma média de 3,1 de avaliações na plataforma do Google em mais de 100 comentários. Entre as principais queixas, estão na triagem, a ausência de equipamentos para realização de importantes exames e também na estrutura antiga. “Imagine ter que esperar horas por um atendimento em pé e quando é atendido o médico te manda para outro município para realizar exames”, reclamou um paciente.
Já a UPA do Parque Marajó recebeu a “melhor” nota entre os três espaços públicos da cidade, com a média de 3,4 pontos, ainda longe do ideal. Apesar de recém-inaugurada após mais de 2 anos de obras, a população continua reclamando do atendimento de alguns médicos, enfermeiros e recepcionistas. Porém, houve elogios quanto ao espaço mais bonito, de melhor aparência e equipamentos mais modernos.
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