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Passado 1 mês da morte de onça-parda após captura em Valparaíso de Goiás, caso segue em explicação

Desde o episódio, ocorrido em 5 de março, o corpo do felino segue em observação por uma equipe terceirizada do Instituto Brasília Ambiental (Ibram)

15/04/2026 às 09h32
Por: Redação
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Divulgação
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Um mês após a morte de uma onça-parda resgatada com vida em uma chácara de Valparaíso de Goiás (GO), o caso ainda segue sem respostas e explicações do que teria provocado o falecimento do animal. Desde o episódio, ocorrido em 5 de março, o corpo do felino segue em observação de conclusão de necropsia por uma equipe terceirizada do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

Entramos em contato com o Ibram que nos retornou afirmando que “o procedimento de necropsia do animal não é realizado pelo Instituto, mas por instituição terceira responsável pela análise técnica.

Ressalta-se que esse tipo de procedimento demanda tempo para a devida realização e conclusão dos laudos. A condução da necropsia por um órgão independente é uma medida importante, adotada justamente para garantir a transparência do processo e evitar qualquer possibilidade de conflito de interesses”, afirmou.

O caso levantou suspeitas por erros no transporte ou na captura da onça, que não apresentava nenhum ferimento ou problemas de saúde. Ela estava circulando em uma chácara local, quando foi vista por moradores, que acionaram os bombeiros. Ao chegarem, os militares iniciaram a operação de captura e solicitaram ajuda de uma equipe veterinária do Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus).

A onça se escondeu em cima de uma árvore. Foi necessário utilizar um disparo de um dardo tranquilizante. Após ser atingida, o animal se assustou e fugiu em direção a chácaras vizinhas. As equipes do Corpo de Bombeiros realizaram o acompanhamento e conseguiram localizar novamente o felino. Em razão da fuga, foi realizado um segundo disparo de dardo tranquilizante, momento em que o animal passou a apresentar os efeitos da sedação, o que permitiu a captura.

Ela foi examinada pelos veterinários, que constataram que seus sinais vitais se encontravam dentro da normalidade, porém com comportamento de estresse, possivelmente por ter sido acuada por cães domésticos nas proximidades.

Os profissionais acomodaram a onça-parda em uma gaiola apropriada para transporte de animais de grande porte, e encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), porém chegou ao local sem vida.

Atualmente, segundo o painel do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio), a onça parda é uma espécie ameaçada de extinção.

Procuramos também o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás para uma posição atual, porém não obtivemos respostas até o fechamento desta matéria.

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