
Depois de um longo período marcado pela estiagem, parte do território piauiense voltou a aparecer fora da condição de seca. A informação é do Monitor de Secas referente ao mês de maio de 2026, elaborado pela Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que aponta uma região do Estado sem seca, algo que não ocorria desde agosto de 2024.
Ao todo, 54 municípios estão sem registro de seca e sem impactos associados ao fenômeno, um cenário que não era observado há quase dois anos. Apesar da melhora, o monitor mostra que 134 cidades ainda apresentam seca moderada, enquanto outras 84 permanecem em condição de seca fraca. Segundo a meteorologista da Semarh, Sônia Feitosa, a redução da área atingida pela estiagem está diretamente ligada ao desempenho mais favorável do período chuvoso de 2026 em comparação com o ano anterior.
“Viemos de um período muito seco. Em 2025, a situação foi bastante crítica e, desde agosto de 2024, praticamente todo o estado apresentava algum nível de seca. Em 2026, mesmo com janeiro registrando chuvas abaixo da média e precipitações irregulares nos meses seguintes, o comportamento das chuvas no interior foi melhor. Isso contribuiu para a diminuição da seca, principalmente na região norte do estado”, explicou Sônia Feitosa.

A especialista destaca que o resultado observado em maio reflete justamente esse cenário mais favorável das chuvas entre fevereiro e maio deste ano, em comparação com 2025. O Monitor de Secas acompanha mensalmente a situação da estiagem em todo o território piauiense, utilizando categorias que variam de S0 (seca fraca) até S4 (seca excepcional). Os dados são fundamentais para a gestão dos recursos hídricos e para o planejamento de ações voltadas à redução dos impactos da seca.
Além dos mapas que mostram a distribuição espacial do fenômeno, cada boletim apresenta comparações mensais e anuais e uma relação detalhada dos municípios em cada categoria, servindo de base para a formulação de políticas públicas e para a adoção de medidas estratégicas de enfrentamento à estiagem.
A Semarh destaca que, depois de quase dois anos de avanço contínuo da seca, ainda há desafios pela frente, mas o retorno de áreas livres dos efeitos da estiagem mostra que o regime de chuvas deste ano começou a devolver ao Piauí uma condição que não era vista desde antes do agravamento da crise hídrica.

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