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Minas supera meta de plantio de mudas e fortalece educação ambiental para recuperar a Mata Atlântica
Estado alcança antecipadamente objetivo previsto para 2026 e fortalece ações de restauração florestal, proteção hídrica e conservação da biodiversi...
19/06/2026 09h02
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

Minas Gerais alcançou antecipadamente a meta de plantio estabelecida no Tratado da Mata Atlântica e já contabiliza 7,8 milhões de mudas nativas plantadas em diferentes regiões do estado. O resultado reforça o protagonismo mineiro na restauração do bioma e contribui para a meta coletiva assumida pelos estados do Sul e Sudeste de recuperar áreas degradadas e ampliar a cobertura vegetal da Mata Atlântica.

Firmado em outubro de 2023 pelos sete estados integrantes do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) — Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, o Tratado da Mata Atlântica prevê o plantio de 100 milhões de mudas e a restauração de 90 mil hectares do bioma até o final de 2026.

“Cumprimos de forma antecipada o objetivo estabelecido. Esse resultado só foi possível graças à articulação entre órgãos públicos, municípios, organizações da sociedade civil e iniciativas de compensação ambiental que vêm contribuindo para a recuperação de áreas estratégicas do bioma”, destaca o superintendente de Gestão Territorial Ambiental e Instrumentos Econômicos, Ricardo Campelo.

As áreas de cabeceira das bacias dos rios Doce e São Francisco, incluindo as sub-bacias dos rios das Velhas e Paraopeba, receberam intervenções importantes voltadas à restauração ambiental. Os plantios realizados nessas regiões contribuem para a recuperação da vegetação nativa, a proteção dos recursos hídricos e a preservação da biodiversidade.

Os dados sobre as áreas restauradas podem ser consultados pela população na Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema).

Recuperação avança em diferentes regiões

A restauração da Mata Atlântica ocorre em diversas regiões mineiras. Na bacia do Rio Doce, destacam-se os trabalhos realizados pelo Instituto Terra, em Aimorés, responsáveis pelo plantio de 470.105 mudas nativas. Também contribuíram para a recuperação do bioma projetos de recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) em propriedades rurais e o projeto Calçada Linda, da Prefeitura de Ipatinga, que promoveu o plantio de 2.394 mudas em áreas urbanas.

No Sul de Minas, os municípios de Extrema e Caldas mantêm iniciativas pioneiras de recuperação ambiental. O projeto Conservador das Águas e outras ações de educação ambiental já contabilizam 381.424 mudas plantadas.

Nas cabeceiras dos rios Doce, das Velhas e Paraopeba, municípios como Belo Horizonte, Igarapé, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Congonhas e Brumadinho desenvolvem projetos que somam 133.790 mudas plantadas, contribuindo também para a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Educação ambiental e apoio do IEF

Além dos ganhos ambientais, a restauração do bioma vem sendo acompanhada por ações de conscientização e formação de novas gerações comprometidas com a sustentabilidade. Um dos destaques é o projeto Bosque do Amanhã, desenvolvido no âmbito do programa Jovens Mineiros Sustentáveis, que incentiva estudantes a participarem diretamente do plantio de espécies nativas.

Desde 2023, já foram implantados 361 bosques em municípios inseridos no bioma Mata Atlântica, totalizando cerca de 30 mil mudas. Atualmente, 146 municípios participantes do programa estão localizados no bioma, representando aproximadamente 80% dos municípios atendidos.

“O projeto Bosque do Amanhã representa ecologia, conhecimento técnico e mudança de comportamento. Mostra que cada pessoa pode fazer a sua parte. São pequenas iniciativas que geram grandes resultados e ajudam a preparar as futuras gerações para um futuro mais sustentável”, afirma o diretor de Educação Ambiental, Ricardo Cottini.

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) também teve papel decisivo para o alcance da meta, contribuindo por meio de ações de compensação ambiental, iniciativas do Programa de Regularização Ambiental (PRA), recuperação de áreas em unidades de conservação e produção de mudas em seus viveiros florestais.