
No dia em que completa 9 meses desde o fechamento total do prédio que abrigava o Centro de Atendimento Integrado à Saúde (CAIS), um dos hospitais públicos mais importantes de Valparaíso de Goiás (GO), o cenário visto neste dia 1º de junho de 2026 ainda é total abandono e sem inícios de obras no local. Imagens feitas pela equipe de reportagem do JORNAL A ENTREVISTA, que esteve presente no antigo CAIS, mostram o panorama de momento.
Fechado em 1º de setembro de 2025, vindo a abaixo meses depois, o hospital teve todos seus equipamentos retirados, os que poderiam ser reaproveitados e alguns entulhos continuam expostos dia e noite. Até o presente momento, não foram vistos trabalhadores na unidade trabalhando para a construção de uma nova UPA, como prometido pelo prefeito Marcus Vinicius (MDB). Não há placas que indiquem prazos, valores ou qualquer sinal de obra. Apenas uma pequena cerca metálica impede a entrada de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Segundo estimativas da prefeitura, cerca de 5 mil pessoas foram impactadas com o fechamento da unidade. A secretaria de Saúde local orienta os pacientes a procurarem outros locais para atendimentos de emergência, como o Hospital Municipal de Valparaíso (HMV), no bairro Jardim Céu Azul, ou a UPA do bairro Parque Marajó. Moradores vêm denunciando a sobrecarga dessas unidades, com longos tempos de espera e poucos médicos para atender a demanda.
Para tentar minimizar esses problemas, a prefeitura ampliou os horários de funcionamento das UBS’s dos bairros Cruzeiro do Sul, Ypiranga e Jardim Oriente até às 22h, para receber as demandas espontâneas de baixa complexidade, porém os locais já retornaram para os antigos horários (até às 17h), sem que houvesse uma explicação oficial.
A prefeitura de Valparaíso explicou, na época da interdição, que “a mudança é um passo fundamental para qualificar os serviços prestados à população. O fechamento do CAIS não significa perda, mas avanço. Em breve, os moradores terão uma nova unidade de saúde 24h, com mais estrutura, conforto e modernidade, como Valparaíso merece”, afirmou em nota.
Procuramos o prefeito Marcus Vinicius e a secretaria de Saúde para um posicionamento oficial e atualizado sobre o caso em questão, porém não obtivemos respostas.
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