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Saiba quais vacinas são obrigatórias para viajantes que irão curtir a Copa do Mundo nos EUA

Fluxo de turistas para o maior evento esportivo do ano reforça importância da vacinação. Especialista em imunização da Saúde Livre Vacinas, Dr. Fábio Argenta, explica o tempo ideal para se proteger antes do campeonato.

10/02/2026 às 10h18
Por: Redação
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A partir de 11 de junho, começa mais uma edição do maior campeonato de futebol masculino do mundo e, pela primeira vez, a competição será realizada em três países: Canadá, Estados Unidos e México. De acordo com a Fifa, entidade responsável pelo torneio, em apenas 33 dias de vendas, o evento já ultrapassou a marca de 500 milhões de solicitações por ingressos, estabelecendo um recorde de procura. Com a contagem regressiva oficialmente iniciada, os preparativos dos torcedores que pretendem acompanhar as partidas fora do país também entram em ritmo acelerado. E, nesse planejamento, que vai muito além de passagens e entradas para os jogos, um cuidado essencial merece atenção especial: estar com a vacinação em dia.

“Antes de embarcar para uma viagem internacional, é imprescindível verificar se as vacinas de rotina estão atualizadas. Entre elas, estão imunizações amplamente recomendadas no Brasil para diferentes faixas etárias, como as que protegem contra gripe, febre amarela e sarampo. A conferência da caderneta deve ser feita com antecedência, já que alguns imunizantes precisam de um período mínimo para atingir proteção adequada, enquanto outros exigem mais de uma aplicação para garantir cobertura completa”, ressalta o Dr. Fábio Argenta, sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre Vacinas, rede especialista em imunização.

A seguir, o Dr. Fábio Argenta explica quais vacinas são recomendadas para os torcedores que vão acompanhar os jogos fora do país e esclarece o tempo necessário para que cada uma ofereça proteção completa, seja com uma única dose ou com esquema múltiplo.

Febre amarela: Para a maioria das pessoas adultas, uma única aplicação garante proteção vitalícia. No caso das crianças, o recomendado é aplicar aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Em situações específicas, como esquemas incompletos ou viagens para áreas de risco, pode ser necessária uma segunda dose. É importante tomar com antecedência: o ideal é pelo menos 10 dias antes da viagem.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses. No caso de bebês de 6 a 11 meses em regiões de surto, há a indicação de uma dose extra. Adultos entre 30 e 59 anos não vacinados precisam de uma dose, enquanto pessoas acima de 60 anos, em geral, não necessitam. Antecedência ideal: pelo menos 15 dias.

COVID-19: O esquema de doses depende da idade, condição de saúde e tipo de imunizante. No Brasil, as diretrizes incluem doses iniciais e reforços periódicos. Antecedência ideal: 14 dias após a última dose indicada.

Gripe (influenza): Protege contra as cepas sazonais e reduz o risco de contrair a doença durante a viagem. Indicada a partir dos 6 meses de idade, sem limite máximo. Crianças entre 6 meses e 8 anos, em primeira vacinação, devem receber duas doses com intervalo de 30 dias. Já os adultos devem se vacinar contra a influenza anualmente, já que o vírus passa por mutações. Antecedência ideal: 10 a 15 dias.

Hepatite A e B: A imunização contra hepatite A, transmitida por água ou alimentos contaminados, geralmente requer duas doses com intervalo de 6 meses para proteção duradoura. Já a hepatite B, transmitida por fluidos corporais, exige três doses 0-1-6 meses, que significa que a primeira dose é aplicada no início (mês zero), a segunda um mês depois e a terceira seis meses após a primeira, sendo a primeira dose geralmente aplicada ao nascer. Em ambos os casos, começar o esquema com antecedência garante que a proteção esteja completa antes da viagem. Antecedência ideal: 15 a 30 dias para hepatite A e pelo menos 30 dias para hepatite B.

Meningite: A proteção depende do tipo de vacina e da idade do viajante. Para a meningite C, o esquema inclui uma ou duas doses na infância, com reforço na adolescência. Já a vacina ACWY é aplicada em uma ou duas doses, dependendo da idade, e a B segue recomendações específicas para crianças e adolescentes. Adultos podem ser vacinados em situações especiais, como viagens, exposição profissional ou condições de risco. O imunizante protege contra o meningococo, bactéria que pode causar inflamação nas membranas do cérebro. Antecedência ideal: 10 a 15 dias antes da viagem.

“A circulação em aeroportos, hotéis, restaurantes e nos estádios aumentam o risco de contágio de muitas doenças. Por isso, a vacinação é recomendada para proteger não apenas o viajante, mas também as comunidades visitadas”, destaca o especialista.

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