
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou sua saída do União Brasil, conforme vinha sendo especulado há tempos e filiação ao novo partido, o PSD. Segundo o gestor goiano, ele se queixou da falta de apoio do União Brasil em sua pré-campanha e afirma que não vinha recebendo o incentivo do presidente da sigla, Antonio Rueda, que não compareceu ao evento que lançou seu nome do correligionário, em Salvador (BA), em abril de 2025.
Caiado vinha dialogando com pelo menos três outros partidos políticos para defender sua candidatura à Presidência da República em 2026, o Solidariedade, Podemos e Republicanos. Sua opção pelo PSD, do presidente Gilberto Kassab, foi “um gesto de total desprendimento”. O anúncio foi feito ao lado de outros dois pré-candidatos à Presidência, os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Jr., do Paraná. Os três políticos são cotados para concorrer às eleições presidenciais e afirmaram que aquele que for escolhido pelo partido será o apoiado. “Ao lado desses dois colegas, governadores muito bem avaliados, nós iremos disputar essa eleição em 2026. Aqui não tem interesse pessoal, aquele que for escolhido, o que sair daqui candidato terá apoio dos demais”, disse Caiado.
O União Brasil possui atualmente uma federação com o PP (União Progressista), mas ainda sem formalização e registro ao TSE. Divergências com o Caiado não faltavam: o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI) e Caiado trocaram farpas e acusações recentemente pelas redes sociais e Nogueira vem apoiando o nome de Tarcísio de Freitas. Outros integrantes do PP defendem endosso ao indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente seu filho Flávio Bolsonaro, enquanto alguns filiados em ministérios desejam a reeleição de Lula (PT).
Ronaldo Caiado estava filiado ao União Brasil desde 1994, quando ainda eram os antigos PFL e Democratas, e pelo partido se elegeu deputado federal (até 2015), senador por Goiás (entre 2015 e 2019) e atualmente governador de Goiás (desde 2019). Caiado foi o primeiro a lançar pré-candidatura à Presidência da República, ainda em abril de 2025, porém ao longo dos últimos meses, cogitou-se candidatar-se novamente ao Senado Federal por Goiás.
Segundo as últimas pesquisas eleitorais, Caiado aparece com menos de 10% das intenções de votos no primeiro turno com outras pré-candidaturas, como o de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Romeu Zema (Novo), Ratinho Jr. (PSD), Aldo Rebelo (DC), entre outros.
A respeito de uma possível pulverização, Caiado defende que a direita apresente vários candidatos para enfrentar Lula no primeiro turno. “O que Lula quer é um candidato só. Como é que você enfrenta, com um candidato só, uma máquina de governo? Vamos ser realistas”, disse Caiado em entrevista recente para a rádio Nova Brasil FM. “Com o PT no poder, é um processo duro, ele não tem limite e tem que ganhar a eleição a qualquer custo. Se nós tivermos um candidato só, ele terá dificuldade de caminhar até 4 de outubro”, finalizou o governador.
No cenário local, Caiado deixará o governo do Estado para seu vice, Daniel Vilela (MDB), que deve ser o candidato ao Palácio das Esmeraldas. A primeira-dama Gracinha Caiado deve ser candidata a senadora pelo União Brasil.
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