18°C 27°C
Brasília, DF
Publicidade

Quase 10 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas por desastres naturais em 2024

Especialista alerta que a crise humanitária e ambiental exige melhores estruturas de emergência, com proteção e alimentação a desabrigados até serviços de saúde e programas de reassentamento.

25/11/2025 às 07h10
Por: Redação
Compartilhe:
Divulgação
Divulgação

O que você faria se, de um dia para o outro, tivesse que abandonar a própria casa? Para milhões de pessoas nas Américas, essa pergunta deixou de ser hipótese e virou realidade. A escalada dos desastres tem modificado profundamente a paisagem de cidades inteiras em cenários de incerteza, onde a única saída é buscar refúgio em abrigos temporários.

Os números contam a dimensão da crise humanitária e ambiental em curso. No ano passado, o mundo registrou 83,4 milhões de pessoas deslocadas internamente, segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM) e a plataforma PreventionWeb. Desse total, 9,8 milhões tiveram que deixar suas casas em 94 países em razão de desastres naturais como enchentes, secas, queimadas e furacões.

Nas Américas, o cenário foi particularmente crítico. O Global Report on Internal Displacement 2025 (IDMC) aponta 14,5 milhões de deslocamentos internos por desastres apenas no último ano. Os Estados Unidos lideraram com 11 milhões de casos, principalmente por evacuações em decorrência de furacões.

O Brasil também figura nesse mapa de vulnerabilidade. Embora os números de deslocamentos internos no país não estejam detalhados no relatório global, outros dados ambientais chamam atenção. Até setembro de 2024, a América do Sul acumulou 346.112 focos de queimadas, de acordo com levantamento da Reuters. O Brasil foi responsável por 62.131 ocorrências, que devastaram aproximadamente 46 milhões de hectares, segundo registros compilados pela Wikipedia a partir de dados oficiais.

Enquanto o Brasil encara um cenário climático cada vez mais extremo, os desastres ambientais e tecnológicos deixam marcas profundas na vida de milhares de pessoas. Em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul obrigaram cerca de 775 mil pessoas a deixarem temporariamente suas casas.

Esses números recordes ganham dimensão quando comparados a eventos recentes de desastre tecnológico, como o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em 2019. Na ocasião, cerca de 1.000 pessoas foram deslocadas de forma permanente, enquanto 270 vidas foram perdidas, segundo dados da Defesa Civil de Minas Gerais e da própria Vale. Brumadinho se tornou um marco sombrio da vulnerabilidade das comunidades diante de falhas humanas e estruturais, enquanto as enchentes no Sul refletem a urgência de políticas públicas frente às mudanças climáticas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
20°
Tempo nublado

Mín. 18° Máx. 27°

20° Sensação
1.03km/h Vento
88% Umidade
100% (5.75mm) Chance de chuva
06h05 Nascer do sol
18h46 Pôr do sol
Ter 24° 16°
Qua 22° 18°
Qui 23° 17°
Sex 25° 16°
Sáb 26° 17°
Atualizado às 01h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,22 0,00%
Euro
R$ 6,16 -0,07%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 393,292,52 +1,18%
Ibovespa
182,949,78 pts 0.45%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Lenium - Criar site de notícias