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Seis em cada dez brasileiros abandonariam marca após serem vítimas de fraude

Levantamento revela que 26% deixariam empresa definitivamente após golpe; nos EUA, índice chega a 70%.

21/11/2025 às 10h13
Por: Redação
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Seis em cada dez brasileiros abandonariam uma marca após serem vítimas de fraude digital. O levantamento, divulgado em 2025 pela Branddi, ouviu 500 pessoas sobre o comportamento de compra depois de golpes online. Entre os entrevistados, 26% afirmaram que deixariam a empresa de forma definitiva, enquanto 22% retornariam apenas se a companhia adotasse medidas claras de proteção. Outros 12% evitariam a marca por tempo determinado.

Nos Estados Unidos, o cenário é mais crítico. Uma pesquisa publicada em 2024 pela Vercara, conduzida com mil norte-americanos adultos, mostra que 70% deixariam de comprar de marcas que sofreram incidentes de segurança. O estudo também revela que 58% dos consumidores consideram não confiáveis as empresas que tiveram violações.

Quando questionados sobre o que aumentaria a credibilidade de uma marca após um golpe, 53% dos entrevistados citaram a implementação de medidas de proteção mais visíveis no site. Um posicionamento público sobre o caso apareceu em 42% das respostas. O mesmo percentual valoriza o reforço da comunicação sobre fraudes nos canais oficiais.

Algumas empresas afetadas por associação com golpes têm buscado diversificar suas fontes de receita. Estratégias como programas de afiliados para monetizar parcerias com criadores de conteúdo têm sido consideradas, embora exijam monitoramento constante para evitar que afiliados utilizem práticas questionáveis na divulgação.

Entre as práticas de segurança para e-commerces, o Certificado SSL (Secure Sockets Layer) é uma das principais. Para empresas que decidem criar um site do zero, a implementação dessa tecnologia deve ser prioritária, já que ela criptografa dados transmitidos entre o navegador do cliente e o servidor. A presença do prefixo "https://" na barra de endereço, com ícone de cadeado, tranquiliza clientes sobre a segurança das informações pessoais.

Outras medidas incluem políticas de privacidade detalhadas, comentários e avaliações de clientes, informações de contato claras e atendimento eficiente. Selos de segurança e certificações também ajudam. Política de devolução clara, página de perguntas frequentes, design profissional e garantia de segurança de pagamento completam a lista.

Fora do site, o mais importante é o monitoramento da reputação em sites como o ReclameAqui. A prática identifica possíveis problemas com golpes usando o nome da loja. No geral, é recomendado que as empresas adotem uma cultura centrada no cliente, uma vez que a relação próxima com a base de consumidores aumenta as chances de ajudar o público a identificar iniciativas que não condizem com o histórico da marca.

O Serasa Experian divulgou em março de 2025 dados sobre fraude no Brasil após entrevistar 877 pessoas entre 18 e 65 anos. Segundo o levantamento, 51% dos brasileiros foram vítimas de fraude só no ano passado. Entre as vítimas, 54,2% sofreram prejuízos financeiros. O mesmo estudo mostra que em fevereiro de 2025 foram evitadas 1,119 milhão de tentativas de fraude – um aumento de 37,4% em comparação a 2024.

A faixa etária de 26 a 50 anos concentra 59,5% das tentativas de fraude. Idosos acima de 60 anos foram alvo em 57,8% dos casos, a maior proporção entre as faixas etárias analisadas. Focando apenas no âmbito online, a TransUnion revelou que 40% dos brasileiros foram alvos de fraude por meio da internet. As perdas médias chegaram a 6.311 reais.

O Mapa da Fraude 2025 da ClearSale indica que o Brasil registrou 2,8 milhões de tentativas de fraude no e-commerce. O montante somou três bilhões de reais em valores potencialmente perdidos. O ticket médio das transações fraudulentas subiu para 1.072,33 reais, um aumento de 9,8% em relação a 2023.

A plataforma de denúncias SOS Golpe analisou, em parceria com a CloudWalk, cerca de 11.800 denúncias entre janeiro e maio de 2025. Dessas, 5.300 casos estavam relacionados a golpes de compra. As lojas falsas foram a modalidade mais comum.

O esquema é parecido: os consumidores vêem uma oferta irresistível nas redes sociais, fazem a compra e pagam pelo Pix. Depois disso, não recebem mais retorno da suposta loja. Os criminosos também copiam perfis de marcas famosas para enganar os consumidores, usando a reputação dessas empresas para ganhar a confiança das vítimas.

Segundo o mesmo levantamento da Branddi, anúncios falsos em redes sociais foram citados por 71% dos participantes como o tipo de golpe mais comum em seus círculos sociais. Sites falsos que simulam lojas oficiais apareceram em 60% das respostas. E-mails ou mensagens que redirecionam para portais fraudulentos foram mencionados por 52%.

Consumidores que passam por experiências negativas reduzem compras online de forma geral e o efeito multiplicador amplia o dano. A pesquisa da Branddi mostra que 41% dos entrevistados perdem confiança e alertam outras pessoas após vivenciar golpes. Outros 20% deixam de recomendar a marca, mesmo sem ter certeza sobre sua responsabilidade no incidente.

A PwC Voice of Consumer 2024 pesquisou a percepção dos consumidores sobre proteção de dados. O estudo mostra que 83% dos consumidores apontam a proteção de dados pessoais como fator essencial para conquistar confiança.

Já a TransUnion identificou que 59% dos consumidores trocariam de empresa buscando experiência digital melhor. A segurança de dados aparece como um dos principais critérios nessa escolha.

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