
Um vômito de dinossauro fossilizado há milhares de anos e guardado em um museu de Natal (RN) acaba de revelar ao mundo uma nova espécie de pterossauro, um animal considerado primo dos dinossauros que viveu entre 110 e 112 milhões de anos atrás, segundo os paleontólogos.
A descoberta foi feita pela professora Aline Ghilardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), dentro do Museu Câmara Cascudo. A docente conta que o aluno de biologia William Bruno de Souza Almeida estava fazendo uma pesquisa sobre os fósseis de peixes encontrados no Araripe, mas não reconheceu uma das estruturas e separou o material para mostrar para a orientadora.
O material tinha sido coletado há cerca de 40 anos na região da Chapada do Araripe, localizada entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, porém, até então, os pesquisadores só tinham identificado fósseis de peixes.
O nome escolhido para a nova espécie reflete a herança indígena Kariri, povo originário da Chapada do Araripe. Bakiribú significa “pente” e waridzá, “boca”, em referência às centenas de dentes finos e alongados que o animal usava para capturar alimento na água, um modo de alimentação semelhante ao dos flamingos modernos.
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