
Os moradores de alguns bairros residenciais de Valparaíso de Goiás vêm relatando problemas com falta de energia em suas casas de forma repentina, com picos pontuais e que duram segundos. O episódio vem prejudicando os consumidores, que pontuam que o caso ocorre há pelo menos 1 mês e durante vários momentos do dia, queimando eletrodomésticos e causando transtornos.
Segundo as denúncias, o problema ocorre principalmente nos bairros Jardim Ipanema, Parque Araruama e Pacaembuzinho. Não se sabe o motivo para as ocorrências, mas os moradores disseram que o incidente se agravou após o retorno das chuvas na região.
“Tenho um estúdio e devido aos picos de energia perdi uma cabine de unha porque queimou os leds, tive que comprar novas, mas o medo de queimar de novo é grande”, relatou uma internauta à nossa equipe de reportagem.
“Trabalho na padaria aqui do bairro e todo dia é isso, tá difícil assim”, disse outro. “Aqui no Pacaembuzinho está ocorrendo com muita frequência, minha vizinha teve a máquina de lavar roupas queimada por conta dessas quedas de energia”, denunciou a moradora. “Na minha casa não fica 1 dia sequer sem esse problema. Teve uma vez que apagou 5 vezes em um intervalo de 40 minutos, um absurdo”, contou uma mulher.
Procuramos a companhia Equatorial, responsável pelo fornecimento de energia na cidade, que nos respondeu que vai enviar um fiscal aos locais informados para fazer uma inspeção na rede e reforçou que os clientes podem entrar em contato por meio dos canais de comunicação para registro dessas ocorrências.
Questionamos o motivo para os picos de energia e como os moradores devem proceder por conta de produtos queimados, porém não obtivemos respostas sobre essas perguntas.
Em pesquisa ao site da empresa, há um passo a passo de como pedir ressarcimento por aparelho prejudicado. De acordo com os dados, o pedido deve ser feito no site da companhia em até 90 dias corridos, contados a partir da data provável da ocorrência do dano elétrico. Caso a companhia conste que houve interferência na rede elétrica na região no dia e hora aproximados ao da ocorrência, uma equipe será enviada ao imóvel para verificar o equipamento. Feita a vistoria e detectado que de fato o produto foi avariado por intercorrências na rede elétrica (de responsabilidade da concessionária), a pressoa precisa atender alguns requisitos para análise do caso, como por exemplo, ser o titular ou representante legal da unidade consumidora; relatar o problema apresentado; descrever as características gerais do equipamento danificado, tais como: marca e modelo; entre outros. O prazo previsto para resolução e para pagamento é de até 20 dias corridos contados a partir do deferimento do pedido.
Atualização: o problema foi corrigido pela Concessionária de Energia Equatorial nesta quarta-feira (12 de novembro), segundo moradores.
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