
O pedido de namoro do jogador Vini Jr. para a influenciadora Virginia Fonseca movimentou as redes sociais nesta terça-feira (28). A selfie romântica, feita em uma cama coberta de pétalas de rosas e ursos de pelúcia, rapidamente virou meme e trend. Diversos casais surfaram na onda e substituíram os rostos do jogador e da influenciadora pelos seus, como fizeram Rodrigo Faro e Vera Viel, e Liz Macedo e Eduardo Petenon, transformando o gesto em uma das conversas mais virais do dia.
Diante desse tipo de fenômeno, as marcas também sentem a tentação de entrar na trend, buscando maior engajamento e a proximidade com um novo público. Mas nem sempre participar é o melhor movimento. Para Caroline Ferrari, Diretora de Atendimento e Novos Negócios Corporativos, da Octopus, agência de publicidade e propaganda, a linha entre o hype e o exagero é tênue e pode custar caro para uma marca.
“Nem todo assunto viral é um convite para a marca participar. Antes de embarcar na trend, é essencial avaliar se o conteúdo combina com a identidade da marca e se a brincadeira faz sentido dentro da sua narrativa. O público percebe quando é forçado”, detalha a profissional.
Caroline destaca que o timing, o contexto e a coerência são as chaves para acertar o tom. “A velocidade é tudo, então se a resposta demora, o impacto é perdido, mas se é precipitada, o risco de erro pode aumentar. Já para o contexto é preciso compreender o que a trend representa. Um post aparentemente inofensivo pode carregar conotações inesperadas ou até polêmicas. É preciso ter coerência. Se a marca nunca teve um tom divertido e de repente tenta fazer humor, o público estranha”, reforça.
Outro cuidado importante é avaliar o tipo de associação que a trend cria. Ao se aproximar de celebridades ou influenciadores, mesmo que indiretamente, a marca pode ser interpretada como apoiadora de comportamentos, discursos ou valores que não necessariamente correspondem aos seus.
“O que parece uma brincadeira pode se tornar um problema reputacional se o contexto mudar”, acrescenta Ferrari. “Por isso, é fundamental que social media, branding e relações públicas trabalhem juntos, com monitoramento em tempo real e análise de risco”, acrescenta.
A profissional ainda pontua que para entrar em uma trend com segurança é necessário entender todo o contexto, antes do impulso. “Nem tudo que é viral pode ser positivo, então essa análise friamente antes de aproveitar uma oportunidade de trend é fundamental para evitar alguma mancha para a empresa”, finaliza Caroline.
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