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Cerca de 42% da população brasileira está inadimplente; saiba como sair do vermelho até o final de 2025

Economista e Coordenadora do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina traz orientações práticas para reorganizar as finanças mesmo com renda limitada.

01/09/2025 às 13h25 Atualizada em 02/09/2025 às 17h09
Por: Redação
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Com 71,28 milhões de brasileiros inadimplentes em junho de 2025, o maior número desde o início da série histórica da CNDL/SPC Brasil, o endividamento voltou ao centro das preocupações da população. O número representa 42,9% da população adulta, e o cenário exige orientação e estratégia. Para ajudar quem está no vermelho a dar os primeiros passos rumo ao equilíbrio financeiro, a economista e coordenadora do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, Enivalda Alves da Silva Pina, elenca orientações práticas e realistas que ainda podem ser aplicadas até o fim do ano.

Segundo a especialista, o primeiro passo é ter um diagnóstico claro da situação. “É essencial mapear todas as dívidas, ou seja, valores, prazos, juros, além das fontes de renda e despesas fixas e variáveis. Isso permite entender o tamanho do problema e montar um orçamento realista”, afirma. O objetivo nesse momento não é pagar tudo de uma vez, mas construir uma base de organização e priorização.

Mesmo com renda limitada, a economista afirma que é possível sair do vermelho com disciplina. “Renegociar dívidas, cortar gastos não essenciais, gerar renda extra e focar nas dívidas com juros mais altos são ações que têm efeito direto. Pode parecer pouco no início, mas a consistência muda tudo”, destaca.

Outro ponto importante é saber como priorizar o pagamento de dívidas sem comprometer o sustento mensal. “O ideal é não ultrapassar 30% da renda líquida com o pagamento de parcelas. Negociar acordos com prazos mais longos e juros mais baixos é sempre melhor do que deixar acumular ou recorrer ao crédito caro”, explica.

Enivalda também alerta para o que deve ser evitado: “Não use o cheque especial nem pague apenas o mínimo do cartão de crédito. Isso é armadilha. Também não adianta pegar empréstimos mais caros para pagar outras dívidas. Só vale a pena se for um crédito com juros significativamente menores e com planejamento”, reforça.

Para quem quer virar a chave ainda este ano e começar 2026 com a vida financeira sob controle, a economista sugere hábitos simples que, se colocados em prática desde agora, geram impacto real em poucos meses.

 

5 passos práticos para sair do vermelho até dezembro

 

- Anote todos os gastos diariamente para saber para onde vai cada centavo.

- Negocie dívidas e priorize as com juros mais altos, como cartão e cheque especial.

- Corte ou renegocie serviços fixos, como internet e telefonia, buscando alternativas mais baratas.

- Evite o uso do crédito rotativo e não parcele compras sem necessidade.

- Busque educação financeira gratuita, como vídeos, podcasts e conteúdos acessíveis para mudar sua relação com o dinheiro.

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