As discussões em torno da prisão de Jair Bolsonaro (PL) só mostram o quanto os políticos de Brasília só estão preocupados com essa causa. É o tempo todo um deputado ou senador, seja da direita ou da esquerda, falando, gritando palavras de ordem contra Alexandre de Moraes, pedindo o seu impeachment, reclamando de Bolsonaro, pedindo sua soltura ou prisão mais severa, implorando por anistia contra presos do 08 de janeiro, fim do foro privilegiado, falando de Donald Trump, de taxação, é a Lei Magnitsky e por aí vai. Cenas patéticas de parlamentares eleitos com o voto popular, meu e seu, colocando esparadrapos na boca, correntes no corpo, criando moção de aplauso ironicamente contra colegas por ver o ex-presidente detido em sua residência, só mostram o quanto eles não estão nem aí para os votos e para a população brasileira.
Há um outro “Brasil” por trás de todo esse teatro feito em Brasília, há um país implorando por socorro, onde deputados senadores estão pouco preocupados em mudar algo. Cadê os interessados em alterar o rumo dessa pátria? Não que esses temas atuais não sejam importantes, claro que são e devem ser debatidas com coerência, afinal, eu até acredito que está havendo um certo excesso por parte de Xandão, mas o Brasil não pode se resumir apenas a isso. Cadê as pautas econômicas de interesse público, as reformas administrativas, as relações internacionais? A segurança pede por mudanças significativas na maioridade penal, nos presídios, nas leis mais severas contra crimes de trânsito, só um exemplo, dentre tantos outros. Excelentíssimos, suas “merecidas” férias acabaram, o trabalho já voltou e os brasileiros querem pressa e esperam união entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, e até entre partidos políticos em prol de todos. Não fiquem pautados em Bolsonaro, Lula e Alexandre de Moraes. Pode não parecer, mas há brasileiros que estão pouco se preocupando com esse trio e com os problemas pessoais deles, mas mudar isso está longe de acontecer em um Brasil polarizado, onde colocaram Bolsonaro e Lula como únicas alternativas de governo.
Sabe aquela diarista que todo dia está às 4h da madrugada na parada esperando ônibus para trabalhar, que sai às 18h, que chega em casa muita das vezes quase 21h, com casa e filho para criar e que segue esse ciclo todos os dias? Ela é uma minoria inteligente que não se manipula e aborrece com isso, talvez nem esteja sabendo que Bolsonaro foi preso, não sabe quem é Alexandre de Moraes, mas tem competência brilhante para saber todos os preços do supermercado, do gás de cozinha, e tudo que afeta o seu bolso, porque a economia é o pilar de todo lar brasileiro.
A política do nosso país não pode mais ficar refém dessa pauta. É urgente, é pra agora. Esse grupo de parlamentares que bloqueia o funcionamento de Brasília, interferindo na agenda do Congresso, não merece ser reeleito. Lembre-se de que ano que vem as Eleições estão batendo nas portas e alguns desses mesmos vão te enganar novamente dizendo que o Brasil tem que mudar com essas pautas ditas acima e guardadas na gaveta e que irão ressuscitar como salvadores da pátria. Aguardem!
Foi bem
Palmas para a Operação Desfortuna, que vem investigando e prendendo influenciadores digitais que promovem ilegalmente os jogos de azar, principalmente o popular “Tigrinho”. Infelizmente essa prática vem destruindo famílias, pessoas estão perdendo tudo e se endividando por conta do tigrinho. Quem promove, merece pena dura e a polícia está de parabéns por fazer isso.
Foi mal
Os donos de hotéis, pousadas, e de residências de Belém (PA) estão passando totalmente do limite ao impor preços exorbitantes de hospedagem para a COP 30, conferência da ONU que vai ocorrer em novembro deste ano. Anúncios de reajustes vêm viralizando nas redes sociais, mas um me chamou a atenção: de um ex-motel que operava com diárias a partir de R$ 70, mas mudou de nome e hoje trabalha com valores que ultrapassam os R$ 6 mil, uma única noite.
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